BusinessDrops: NuBank entrando no e-commerce?

1 – Mais uma sacudida no varejo nacional: NuBank entrando no e-commerce!

Talvez este tenha sido um dos anos mais movimentados para quem acompanha o setor varejista, sejam os tradicionais, sejam os e-commerces. Forçados pela pandemia que assola o mundo desde 2020, as empresas avançaram para direções que já eram conhecidas, porém pouco exploradas, como integração de canais, omnichannel e visão única do cliente. E pelo o que parece, 2022 deve começar acelerado. Nos últimos dias, o Nubank anunciou o seu marketplace próprio, que iniciou sua operação no dia 23, operação essa que é sustentada graças a parceria com grandes players do setor como Magalu e AliExpress, entre outras marcas, como Samsung, Dafiti e Xiaomi.

A proposta é oferecer o canal de compras dentro do app e integrar a partir de agora os serviços financeiros do banco com as novas possibilidades. Quem abrir o aplicativo do banco já vai visualizar a opção “Shopping” disponível (ainda que em versão beta). Mais uma vez, a empresa busca criar novas perspectivas de serviços, expandindo seu olhar para fora do setor financeiro mais tradicional.

2 – Aliás, também vai ter Nubank na Copa 2022!

Por falar em Nubank, a empresa divulgou na última semana que a marca integrará a lista seleta de apoiadoras oficiais da Copa do Mundo de 2022 (no Catar). Este é maior acordo dessa natureza já feito pela companhia, que nos últimos meses vem se movimentando em ritmo acelerado. Toda essa agitação faz sentido, se pensarmos que o NuBank fará o seu IPO daqui a algumas semanas no mercado norte americano. Analistas já estimam uma precificação na casa dos US$ 55 bilhões.

3 – Enquanto isso, Magalu investe no mercado de games..

Pois é, a Magazine Luiza é outra companhia que vem trabalhando duro para criar o seu próprio ecossistema e hub de serviços, indo além do conceito de rede varejista. Seu último anúncio neste sentido foi a intenção de investir no mercado de jogos eletrônicos com o Magalu Games. Em um primeiro passo, o grupo pretende financiar novos projetos ou jogos que já estejam em desenvolvimento, apostando no mercado de games casuais. Mas como horizonte próximo, a empresa quer estar mais presente nesta indústria global com suas próprias franquias e propriedades intelectuais (além de vender hardware e software pelos seus canais, como já faz).

Se pensarmos que só o mercado mobile já representa praticamente a metade do faturamento do setor de jogos no mundo (algo em torno de US$ 79 bilhões ao ano), a abordagem da Magalu tem grande potencial, mesmo ainda não migrando para os segmentos mais tradicionais (o que será um rápido pulo, caso as ações iniciais tenham êxito). A notícia também é boa para desenvolvedores e empresas brasileiras que atuam no setor, já que aumentará a demanda por bons projetos nacionais e por tabela, o fluxo de dinheiro disponível para tais projetos.

4 – E tem mais sobre varejo: Americanas inaugura sua primeira loja autônoma

Enquanto outros players apostam na robustez do ecossistema online, a Americanas parece apostar na conveniência e em uma inteligente estratégia de presença e logística. Seu mais recente passo nessa direção é a primeira Ame Go, um varejo de autosserviço no sentido estrito do termo: não há vendedores ou qualquer intermediação humana. Do início ao fim do processo de compra, incluindo o pagamento, o consumidor é auxiliado apenas por tecnologia (na verdade, pelo app da marca).

Os modelos de autosserviço não são exatamente uma novidade no mundo, embora sejam raros no Brasil. Especificamente, o modelo da Americanas parece seguir numa linha de autosserviço como as lojas Amazon Go, que a gigante norte-americana vem inaugurando pelos Estados Unidos. Portanto, mais do que o autosserviço em si, a ideia é partir para uma verdadeira experiência omnichannel integrando e-commerce, aplicativo da rede e a loja física.

A primeira Ame Go está situada no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Resta saber se o mercado será capaz de replicar iniciativas como esta em ambientes “menos controlados”. Difícil prever tal coisa, em um país onde supermercados tradicionais precisam retirar do alcance dos consumidores bebidas alcóolicas de maior valor para evitar o furto (mesmo tendo check outs na saída) ou o consumo interno (mesmo já dispondo de câmeras por toda parte).

5 – E já que falamos na Amazon, vamos para o mercado de saúde

Enquanto bancos digitais abrem marketplaces e grandes varejistas investem em jogos, a Amazon iniciou a pré-venda do seu novo dispositivo wearable, a pulseira inteligente Halo View. O produto tem como foco o monitoramento da saúde de seu usuário e é uma versão atualizada da primeira Halo, lançada em 2020. A nova linha traz um display, ausente na primeira versão (todas as informações tinham que ser acessadas por meio de aplicativo).

O produto é vendido por US$ 50,00, mas depende de uma taxa de assinatura para que todos os serviços de monitoramento estejam disponíveis. Entre as capacidades da pulseira estão todos os recursos já presentes nas fitness bands do gênero, além de oxímetro, monitoramento de voz, do sono, do seu humor etc.

6 – Das 10 marcas mais valiosas de 2021, 7 são de tecnologia de acordo com a Kantar BrandZ

Para finalizar, saiu o ranking da Kantar BrandZ sobre as marcas mais valiosas de 2021. Das dez marcas mais valiosas do planeta, sete são empresas de tecnologia. Vamos dar uma passada rápida nesta lista:

1º – Amazon (US$ 683,8 bilhões)

2º – Apple (US$ 611,9 bilhões)

3º – Google (US$ 457,9 bilhões)

4º – Microsoft (US$ 410,2 bilhões)

5º – Tencent (US$ 240,9 bilhões)

6º – Facebook (US$ 226,7 bilhões)

7º – Alibaba (US$ 196,9 bilhões)

8º – Visa (US$ 191,2 bilhões)

9º – McDonald´s (US$ 154,9 bilhões)

10º – MasterCard (US$ 112,8 bilhões)

Interessante notar que a metodologia da Kantar BrandZ é considerada híbrida, pois procura correlacionar indicadores financeiros com indicadores de marketing. Logo, o valor das empresas acaba fazendo menos “espuma” do que habitualmente se vê no mercado de ações. Dando menor ênfase a empolgação dos mercados e aos investidores/especuladores, olha com mais atenção para a capacidade operacional das empresas e para aquilo que elas de fato são capazes de gerar de resultado.

Você pode acessar o ranking completo aqui!

Sobre o BusinessDrops:

O BusinessDrops é uma coluna semanal produzida pelo professor Bruno Garcia com comentários e análises sobre os principais assuntos da semana no mundo dos negócios. Ela é enviada prioritariamente por e-mail e depois disponibilizada aqui em nosso blog.

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